Olá meu povo, faz um tempinho que não venho por aqui.
Costumo sempre comentar minha admiração por S. Paulo – o apóstolo, não a cidade. Entre palavras duras, cortantes, conselheiras e fortalecedoras, ele nos diz: “Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém” – 1Cor 6, 12. Esse trechinho é o resumo de tudo o que quero compartilhar hoje.
Me chama atenção o fato de estarmos muito próximos daquilo que é momentâneo e não reagirmos a nada. Estamos num tempo onde pegar 10 minas (chutando um número simplório) num rolê, onde beber tudo o que se pode (mais aquilo que não poderia) e ainda se achar apto pra dirigir, onde um casamento sem base sólida e o desrespeito pelo próximo estão ficando “normais”. Há ainda a tal da impulsividade, que já virou até fonte de desculpa esfarrapada: “ah, fiz tal coisa sem pensar”, ou o mais clássico: “falei sem pensar”.
Veja bem, não quero tratar aqui do moralismo por si só, São Paulo não quer falar do que é certo ou errado, permitido ou proibido, graça ou pecado, mas, do como temos agido. Podemos fazer o que queremos, seja por permissão de Deus ou do Estado, mas aonde isso nos leva? Quais as consequencias disso?
Esses dias atrás li a seguinte frase numa rede social: “Acorde arrependido, mas nunca durma com vontade!”…
Você namora, mas, saiu pro rolê e ficou com outra pessoa. Você conseguiu dormir tranquilo naquele dia? Valeu o esforço de o fazer escondido da pessoa que te ama?
Você é o bonzinho da turma, o que todos veem como anjo, mas, ao ir embora da festa, só soube destilar veneno sobre tudo e todos. Você se sentiu verdadeiramente feliz com isso?
Eu te pergunto: se é pra acordar arrependido, então porque fazer? Se eu faço é pra me sentir bem, não arrependido. Aí me vale o pensamento de Paulo, eu posso, entretanto, me convém fazer? Quanto vou crescer humanamente com isso, quanto vou ser melhor como pessoa (leia bem, melhor como pessoa, não melhor que as outras pessoas)?
Supondo que a namorada (ou namorado) da pessoa que citei acima tenha descoberto o fato e os dois tenham terminado o relacionamento (e tá cheio de caso assim por aí), o quanto valeu aquela noite?
Suas atitudes valem a pena? Valem a consequência, a condenação?
Se pra alguma atitude, a resposta da pergunta acima foi não, então prefira pensar em talvez dormir com vontade, porque alguém pode acabar numa situação pior que a em que está agora – e esse alguém não necessariamente é você.
Está na hora de pararmos de achar que se arrepender é melhor que não fazer e mais, ao fazermos, busquemos nos orgulhar, pois só temos orgulho do que sabemos que é certo.
E aí, prefere acordar arrependido ou dormir com vontade?
Um abraço à todos.
Fiquem com Deus!



